Cavaco Silva defende mais investimento em Defesa na Europa

Cavaco Silva defende mais investimento em Defesa na Europa

Cavaco Silva defende que a União Europeia deve criar um empréstimo comum para aumentar os investimentos em defesa e em segurança, porque o reforço da defesa é vital nesta altura para que a Europa se torne menos dependente dos Estados Unidos.

Andrea Neves e Fernanda Gabriel /

O ex-presidente da República afirma que os 27 precisam de uma defesa credível, em articulação com a NATO e capaz de intervir quando os Estados Unidos não têm interesse.

No dia em que recebe a Ordem de Mérito do Parlamento Europeu em Estrasburgo, o antigo primeiro-ministro e Presidente da República deu uma entrevista à RTP Antena 1 e á RTP Notícias.

Aníbal Cavaco Silva fala sobre os principais temas europeus numa conversa com as jornalistas Andrea Neves e Fernanda Gabriel.

O antigo presidente da República defende ainda que o reforço da coesão é fundamental para o futuro da União Europeia.
União Europeia é um ativo da maior importância para todos os Estados membrosNo discurso de agradecimento, após receber a Ordem Europeia de Mérito, Cavaco Silva defendeu que a criação do galardão "é uma expressão dedo sucesso do projeto de integração iniciada em 1957 e um indicador da confiança no futuro de uma União portadora dos valores da paz, da liberdade, democracia e do respeito dos Direitos Humanos. Que inclui, entre os seus objetivos, a solidariedade entre os Estados membros."

O ex-presidente da República recordou os "pais fundadores" da União Europeia que "puseram de pé alicerces de surpreende solidez, sobre os quais os líderes europeus ergueram uma construção única a nível mundial. Assente num amplo conjunto de interesses e valores comuns, e uma partilha de soberania de grande intensidade."

"Num tempo de forte instabilidade e incerteza mundial, de conflitos armados e ameaças, em que a voz de cada país isoladamente pouco conta, a União Europeia é um ativo da maior importância para todos os Estados membros".

Para Cavaco Silva, "Portugal tem sido um parceiro ativo, defensor dos valores europeus e do aprofundamento do processo de integração. Procurando sempre colocar os interesses nacionais específicos no quadro do interesse comunitário".

"Como primeiro-ministro tive o privilégio de viver com entusiamo a primeira década de Portugal na União Europeia e os espaços de gigante no aprofundamento na integração que então se deram."

Cavaco Silva frisou ainda que como Presidente da República acompanhou a "reflexão e o debate das reformas da União na sequência da crise financeira internacional de 2008".



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